Por Bruno Coriolano
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.
É chegada a hora de votar e escolher os próximos governantes municipais. Mas será que todos sabem qual é a importância do ato de votar? Será algum um dia o cidadão acordará e terá consciente da sua importância na sociedade? Quando iremos despertar para os falsos apertos de mão e frases ideológicas repetidas?
Enquanto muitos estão lá fora com seus novos jogos de cartas marcadas, outros estão imersos em um sono profundo, sem conseguir entender o mundo a sua volta. Impotente às causas coletivas só me resta escrever, e escrevo por amor a arte, sem fins lucrativos, apenas um hobby.
Lembro me agora de uma citação poética que me encanta não só pela riqueza literária, mas pelo seu sentido profundo. É atribuída ao poeta inglês John Donne, e é retomada pelo escritor americano Ernest Hemingway em seu romance “Por quem os sinos dobram”, titulo escolhido por mim para esse texto. Mas Por quem os sinos dobram? Eles dobram por nós. O sentido sugerido é que nenhum homem poderia existir sozinho. Ele afirma que estamos todos interligados, e a perda de um ser humano simboliza a nossa perda também.
Por quem chora aquele sino? Aquele sino chora por todos nós.
Portanto, a idéia no caso se remete a uma escolha em nome coletivo. Votar consciente é pensar no outro. Ser responsável pela escolha dos líderes é um ato de extrema consciência e responsabilidade de cada um de nós. Não quero ser responsável por deixar retalhos na história do meu país e ser dominado por um sentimento de atraso, por não saber ler o mundo a minha volta. Não quero morrer sem contribuir para o avanço da minha civilização na evolução humana. Lembrem se que cada homem que desaparece leva consigo um pouco da história da humanidade. E é quando os sinos tocam por cada um de nós.
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