O documento cita o Projeto de Construção de um posto de gasolina dentro das margens da Lagoa, localizada ao lado da BR-405, Km 78, na curva do Cuaçu, onde a obra foi embargada, mais nunca tiraram o material que foi colocado dentro da Lagoa. “É necessário que o Ministério Público Estadual tome providências no sentido que obrigue os agressores a retirarem os entulhos de dentro do lago”, informa o documento.Mas, nem um outro crime foi tão cruel e devastador como o Terminal Turístico (calçadão) patrocinado pelo Governo Federal e encampado como prioridade pela Prefeitura.
O projeto desta obra não respeitou os limites da lagoa. As construções físicas ficaram dentro e apesar de todos os recursos terem sido liberados pelo Governo Federal a obra ainda foi concluída. Com a cheia deste ano, o que havia de alicerce foi destruído. Nesta obra, a Colônia Z 48 e a Coopapi, informa que o Governo Federal liberou duas parcelas, uma de R$ 1,26 milhão no dia 30 de agosto de 2006, e outra de R$ 1,3 milhão no dia 17 de agosto de 2007, sendo que se quer a primeira etapa (calçadão) foi concluída. “Pedimos, pelo menos, que as instituições do Ministério Público Estadual e Federal vejam nossa situação”, cita o assessor Antônio Eron da Costa.
Entidades apontam prejuízos para pescadores, apicultores e artesõesA Coopapi e a Colônia Z48 finalizam o documento entregue a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, especificando os prejuízos dos pescadores, apicultores, produtores de artesanato com palha de carnaúba, entre outros.“Hoje temos um calçadão enterrando as margens da lagoa, com certeza algo pior contra os que dependem da lagoa para sua sobrevivência, alguns setores que precisam da lagoa para sua existência”, diz Francisco Mário de Carvalho.E prejudicando a lagoa está prejudicando a produção do artesanato, que depende da palha de carnaúba para fornecer a matéria-prima para produção de urupemba, vassoura, bolsa, cestos e chapéus, uma herança dos nossos antepassados os índios paiacus.Outro setor prejudicado é a pesca, onde tem uma importância fundamental para o sustento das famílias dos pescadores e também na economia local.E por último o setor da apicultura, que produz mel de abelha em 4.000 mil colméias nas margens da lagoa. Através da Coopapi o mel é comercializado com a Conab, que doa as instituições filantrópicas e escolas em sete municípios da região Oeste.
Fonte: DeFato.com
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