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segunda-feira, 12 de maio de 2008

[leia] Curtas

Um acordo gestado há vários meses
A aliança entre PT, PMDB e PSB pegou de surpresa não somente uma parcela do eleitorado, que duvidava que prosperasse, como também parte da militância dos três partidos. Juntar em um mesmo palanque os ferrenhos adversários da eleição de 2006, a governadora Wilma de Faria (PSB) e o senador Garibaldi Filho (PMDB), para apoiar uma candidatura do PT, parecia uma hipótese, no mínimo, improvável. A possibilidade desse grupo se agregar a uma idéia defendida e trabalhada pelo prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, correligionário de Wilma e primo de Garibaldi, era considerada remota por muitos observadores da política local. Mas a aliança prosperou. E não aconteceu da noite para o dia.

Grupo pode crescer com outros aliados
Enquanto a aliança era costurada nos bastidores, os partidos que fazem parte da base de apoio da governadora Wilma de Faria (PSB) aguardavam a posição da líder para se posicionarem, especialmente pelo fato do ano de 2008 ter começado com quatro pré-candidaturas à prefeitura de Natal dentro do grupo. Além do deputado Rogério Marinho (PSB), pré-candidato do partido da governadora, a base contava com as pré-candidaturas da deputada estadual Micarla de Sousa (PV), do deputado estadual Luiz Almir (PSDB) e do deputado Fernando Mineiro (PT). A governadora chegou a declarar que conversaria primeiro com o seu partido para depois definir qualquer posição, o que levou a crer que o caminho natural era o apoio a Rogério Marinho. Mas a única declaração que não teve qualquer alteração nos últimos meses foi a de que não ficaria neutra, em hipótese alguma, na eleição em Natal.

Prefeito fez trabalho de convencimento
O prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) foi um dos principais articuladores da chapa encabeçada pelo PT de olho, sobretudo, nas eleições 2010. Como vai ficar dois anos sem mandato e pretende ser candidato ao governo do estado, ele costurou uma manobra capaz de “amarrar'” a governadora Wilma de Faria (PSB), que teve dificuldades para não aceitar uma aliança em torno do partido do presidente Lula - considerando a importância da parceria com o governo federal para o êxito da sua administração - e antevendo as possíveis dificuldades que ela terá daqui a dois anos caso pense em não apoiar um nome do PSB.

Rogério é candidato dele mesmo
O prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PSB) espera resolver esta semana, ao lado da governadora Wilma de Faria (PSB), a rebeldia que tomou conta de setores do partido sob a batuta do deputado federal Rogério Marinho (PSB) depois que viu seu nome preterido em benefício da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) à prefeitura de Natal. O prefeito acredita que após a reunião extraordinária do partido, o PSB sairá unido. Na visão de Carlos Eduardo, Rogério Marinho não teve habilidade para crescer nas pesquisas e nem conseguiu agregar outras forças políticas em torno da sua candidatura. ‘‘Hoje ele é candidato dele mesmo'', acredita.

Apoio a Fátima não vai mudar estilo de Wilma
A governadora Wilma de Faria construiu uma imagem de destemor e determinação ao longo das eleições que disputou e dos mandatos que exerceu. Desde 1988, quando foi eleita para a Prefeitura pela primeira vez, participou das campanhas municipais em Natal como candidata ou apoiou um nome com o qual tinha estreita relação política. Para as eleições deste ano, a governadora decidiu formar uma aliança do PSB, partido que preside no Estado, com o PT e o PMDB. E a chapa majoritária desta coligação terá como candidata à Prefeitura Fátima Bezerra, que — embora tenha apoiado Wilma de Faria no segundo turno de 2002 e, a partir do primeiro turno, em 2006 — não estava entre as aliadas mais próximas da governadora. Mas, destaca Wilma, isso não significa uma mudança de estilo. “Não mudei. Continuo a mesma pessoa com capacidade de ir à luta e que não teme absolutamente nada”, assegura a governadora nesta entrevista, na qual ela também responde sobre os motivos para formar essa aliança, a busca de novos apoios à candidatura de Fátima Bezerra e as divergências com o deputado Rogério Marinho.

Candidatos articulam as coligações
O anúncio da aliança do PT, PMDB e PSB em torno da candidatura da deputada Fátima Bezerra (PT) demarcou o início extra-oficial da campanha sucessória em Natal. Principalmente porque a candidata também tem o apoio do prefeito Carlos Eduardo. Mesmo assim, ao invés de se converter num processo como os principais nomes da disputa definido, como aparentou num primeiro momento, a aliança recebeu uma contestação com o fato do deputado Rogério Marinho insistir na candidatura pelo PSB.

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