Se o PCdoB conseguir emplacar uma candidatura apoiada pela governadora ou pelo prefeito Pinheiro, além de 'correr o risco' de vencer as eleições, conseguiria facilmente eleger pelo menos um de seus vereadores. É diferente quando se tem um candidato forte disputando as eleições majoritárias. Tem palanque e estrutura para os vereadores.
Mas, se contudo o projeto não for o mesmo dos líderes municipal e estadual, e eles resolverem levar à frente o 'projeto alternativo', saindo aí como uma terceira força, prejudicaria também os planos de eleger algum vereador, e todo esse trabalho feito até agora não teria efeito prático para 2009, o partido voltaria ao início e quem sabe disputaria com mais força as eleições de 2012.
Caso o PCdoB insista numa 'candidatura alternativa' e considerando que os outros 'partidos nanicos' invistam em outras candidaturas majoritárias, até mesmo para ter palanque para seus projetos, é difícil que algum deles queira coligar-se ao PC do B. Porquê? Primeiro porque os partidos que encabeçam as chapas fariam pressão contra os nanicos aliados na tentativa de fazer o PCdoB desisti e não atrapalhar os seus projetos, e segundo, porque o PC do B já tem um projeto para eleger um de seus vereadores, a prioridade é plantar na câmara de vereadores a semente do novo PC do B apodiense.
Vejam o caso das eleições passadas, quando tínhamos três candidaturas, sendo duas mais fortes e a terceira força com Gilberto Doido. A aliança do PMDB contou com os partidos PSL/PV/PCdoB que conseguiu eleger uma vereadora. Já a aliança do PSB contou com os partidos PP/PL/PFL/PMN/PSB que elegeu 4 vereadores. O PMDB, sozinho, elegeu 3 vereadores. A aliança do PT contou com o PT/PDT, e por 6 votos conseguiram eleger uma vereadora, sendo que ficou com o PDT e não com o cabeça da chapa alternativa. Mas quase não conseguem, e se não fosse pela coligação o embate teria sido em vão.
Acredito que nesse momento o PCdoB precisa avaliar não apenas a manutenção de um discurso criado até o momento, mas principalmente a viabilidade do projeto daqueles que acreditam que a semente plantada possa render frutos já em 2009, com algum vereador na câmara, e quem sabe até uma vice prefeitura, que lhe daria participação direta na administração da cidade.
É importante e democrático que o partido tenha candidatura própria, o que não pode existir é uma imposição de que numa provável composição de chapa a preferência seja de seu partido, nem também deve haver uma submissão aos outros partidos, a disputa interna deve ser travada de 'igual para igual'.
Nesse momento o que deve prevalecer é o desejo do grupo inteiro, especialmente daqueles que pretendem disputar uma vaga na câmara, e não somente daqueles que desejam disputar a prefeitura.
Os dirigentes devem ter maturidade para reconhecer que muitas vezes o recuo é necessário para que o próximo passo seja dado com maior segurança. E principalmente que o partido tem um projeto novo que visa o Apodi, e não uma obsessão doentia para se fazer um prefeito à todo custo, como está aparentando alguns projetos em evidência pela cidade.
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