E os nossos filhos? Que valores estamos passando adiante?
Outro dia, meu filho Pedro Lucas de 8 anos, que estuda no Colégio Nossa Senhora da Conceição, chegou em casa contando um fato ocorrido em sala de aula. Dizia ele que durante as atividades sua borracha caiu no chão e ele pediu ao seu colega da frente que a apanhasse, garantindo que lhe daria um prêmio caso atendesse seu pedido:
- Que prêmio é? – perguntou insistentemente seu coleguinha, recebendo sempre como resposta:
- Apanhe que te dou um prêmio.
Muito mais pela recompensa do que mesmo pela ajuda, seu coleguinha apanhou e lhe entregou a borracha e cobrou o pagamento.
- Agora quero saber que prêmio é esse.
Pedro Lucas levantou de sua cadeira e entregou o tão esperado prêmio: Um beijo em sua cabeça.
Decepcionado, o coleguinha olha pra ele e diz:
- Isso é coisa de viado.
Maior que a repulsa de seu amigo, foi a decepção de meu filho ao chegar em casa contando o ocorrido. Mesmo depois de 8 anos de ensinamentos sua mãe teve a grata tarefa de explicar que o privilégio dele ter nascido numa família onde é normal o afeto entre pai e filho, irmão com irmão, tio e sobrinho, avô e neto, e até entre amigos não é tão comum quanto deveria, e que os valores que ele aprendeu em casa não são ensinados para todos os seus coleguinhas.
Isso me faz pensar que valores as famílias estão passando a seus filhos? Que valores elas receberam de seus pais?
Negaria-me viver num mundo preconceituoso e racista onde eu não pudesse beijar a cabecinha de meu filho e desejar:
- Tenha uma boa aula.
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