Os trabalhadores do Assentamento Irapuã, localizado no município de Apodi, serão alvo de uma pesquisa que visa agregar renda aos produtos da região. O coordenador do projeto é o professor Dr. Francisco Arnaldo Viana, diretor da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FANAT/UERN), que teve a aprovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Com o título "Utilização de recursos naturais na produção de produtos domissanitários na comunidade Irapuã", o projeto tem o objetivo de melhorar a renda de assentados via desenvolvimento de processos tecnológicos que agreguem valor às matérias-primas existentes na localidade. Serão estudadas técnicas para produção de produtos como sabonetes, xampus, cremes, óleos, etc.
O projeto institucional via CNPq foi aprovado na Seleção Pública de Propostas para Apoio a Projetos de Geração e Disponibilização de Tecnologias para a Agricultura Familiar de Base Ecológica, Comunidades Tradicionais e Povos Indígenas. Sobre a importância do projeto o professor Arnaldo Viana afirma: "Quando se aprova um projeto no CNPq você está no circuito da pesquisa".
O projeto terá um recurso de R$ 92 mil para ser aplicado durante dois anos e conta com uma equipe multidisciplinar. O trabalho será desenvolvido na comunidade do assentamento Irapuã, zona rural de Apodi. Inicialmente será realizado um levantamento das atividades do setor produtivo da comunidade, e uma descrição completa (produtos, recursos naturais, instalações disponíveis, etc.).
Os produtores selecionados serão submetidos a um questionário aplicado sob forma de entrevista, observando a disponibilidade e interesse nas áreas abordadas. Em seguida, serão realizadas palestras enfocando a situação da comunidade, seu potencial produtivo, a importância dos aspectos de qualidade e viabilização dos produtos, de modo a agregar renda aos mesmos.
Serão realizadas coletas dos materiais, análise e desenvolvimento de métodos produtivos para derivados domissanitários a partir de recursos naturais disponíveis na comunidade como: mel, própolis, ceras, leite de cabra e plantas detentoras de óleos essenciais. O projeto prevê o repasse dos métodos desenvolvidos para a comunidade Irapuã, ressaltando a importância do apoio técnico-científico para a consolidação dos produtos desenvolvidos. Matéria veiculada no Jornal Gazeta do Oeste.
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