Irregularidades em doações
O município de Portalegre teria recebido três doações da Fundação Aproniano de Sá, segundo documentos recolhidos na entidade pelos auditores do Ministério da Saúde e da Controladoria Geral da União (CGU). Um lote de medicamentos chegou ao posto de saúde do município por intermédio da Associação das Pequenas Comunidades Rurais, que foi usada como fachada. Outro lote, oficialmente entregue à Associação Beneficente Artista e Comunitária Ana Nunes do Rego, foi distribuído pelo médico e deputado estadual Getúlio Rego. O terceiro lote sumiu. A associação que deveria recebê-lo não tem sequer uma sede. O presidente da entidade, Jeová Paiva, disse que nunca pediu nem recebeu os remédios.
No endereço registrado no Ministério da Saúde como sede da Associação Rural Desportiva Raimundo Maneco, fica a casa da ex-mulher de Jeová, Irene Fernandes Paiva. Ele trabalha em Umarizal, distante 30 quilômetros. ‘‘Criei a entidade em 1998, mas nunca recebi nada. Nunca ouvi falar dessa fundação (Aproniano)’’, afirmou o empreiteiro de obras na semana passada.
O presidente da Associação Ana Nunes do Rego é o vereador José Augusto do Rego (PFL), sobrinho do deputado Getúlio Rego. No quintal da casa do vereador funciona apenas uma rádio comunitária mantida pela associação. José Augusto disse que os remédios entregues à associação foram distribuídos pelo tio. E informou que o convênio feito com a sua entidade foi falsificado e multiplicado por três. Foram feitas cópias xerox da sua assinatura.
Os medicamentos entregues diretamente à prefeitura chegaram em junho do ano passado. O diretor do posto de saúde, Temístocles Lucena, lembra ter recebido poucos medicamentos: ‘‘Recebemos mangueirinha de soro, gaze, algodão. Recebi só medicamentos, nada de documentos. Não ficou registro de nada. Era tão insignificante. Foi seu Euclides quem conseguiu’’.
O prefeito enviou carta ao Correio ontem negando ter participado de qualquer tipo de fraude: ‘‘Não estamos envolvidos nessa fraude, pelo menos, não de forma consciente e voluntária. Tudo que recebemos foi gratuitamente. Não participamos de nenhuma licitação’’. Acrescentou que os medicamentos foram oferecidos por um assessor do senador Fernando Bezerra (PTB-RN), no escritório do senador em Natal. Classificou tudo como ‘‘um infeliz encontro e uma infeliz idéia’’. (LV)
Para Henrique, senador foi “leviano”
O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) classificou como ‘‘levianas’’ as declarações do senador Fernando Bezerra (PTB), que o acusou de estar por trás da reportagem publicada na última segunda-feira (15/01) no Correio Braziliense, que inclui o senador entre os parlamentares que apresentaram emendas para a Fundação Aproniano Sá, responsável por fraudes em mais de 60 municípios do estado.
Para Bezerra, Henrique Alves teria encomendado a matéria com o objetivo de ‘‘queimá-lo’’, já que vinha sendo cogitado para ocupar a presidência da Infraero. Em nota à imprensa, o deputado negou interesse na empresa pública e repudiou veementemente as declarações do senador.
Para Henrique Alves, a reportagem publicada nesta terça-feira (16/01) no Diário de Natal - que traz as declarações de Bezerra - comprova a impossibilidade de se encomendar denúncias desse nível ‘‘a orgãos da respeitabilidade do Correio Braziliense ou do Diário de Natal’’. ‘‘Os diretores e profissionais destes veículos não merecem esse agravo’’, acrescentou o deputado peemedebista.
Sobre as afirmações de Bezerra acusando Henrique de ter agido nos bastidores para garantir para si ou um indicado seu a presidência da Infraero, o deputado disse que a gestão do órgão não tem relação com a política que faz, e que seu interesse na empresa é legítimo e o mesmo do povo do Rio Grande do Norte: a consolidação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o que chamou de última grande oportunidade econômica e social do estado.
‘‘E nessa luta estamos todos - o governo do estado, a Fiern, a prefeitura de São Gonçalo, os partidos, as bancadas estadual e federal. O que se desviar desse caminho, certamente, por justiça e condenação pública, se perderá nos valores menores dos ressentimentos e das frustrações. E isso não diz respeito ao Rio Grande do Norte’’, rebateu.
Na nota, Henrique Alves ressaltou que a Infraero não pode ser dirigida por nenhuma parlamentar, por impedimento explícito da Constituição Federal. De acordo com a legislação, se algum deputado ou senador for indicado para o cargo, fica forçado a renunciar ao mandato.
O peemedebista acrescentou que a atividade da Infraero, que consiste em construir e administrar aeroportos, não tem relações com a sua. ‘‘E eu não sou empresário da área. Não tem relação com a política que faço, com o homem público que sou’’.
Fonte: Diário de Natal
O município de Portalegre teria recebido três doações da Fundação Aproniano de Sá, segundo documentos recolhidos na entidade pelos auditores do Ministério da Saúde e da Controladoria Geral da União (CGU). Um lote de medicamentos chegou ao posto de saúde do município por intermédio da Associação das Pequenas Comunidades Rurais, que foi usada como fachada. Outro lote, oficialmente entregue à Associação Beneficente Artista e Comunitária Ana Nunes do Rego, foi distribuído pelo médico e deputado estadual Getúlio Rego. O terceiro lote sumiu. A associação que deveria recebê-lo não tem sequer uma sede. O presidente da entidade, Jeová Paiva, disse que nunca pediu nem recebeu os remédios.
No endereço registrado no Ministério da Saúde como sede da Associação Rural Desportiva Raimundo Maneco, fica a casa da ex-mulher de Jeová, Irene Fernandes Paiva. Ele trabalha em Umarizal, distante 30 quilômetros. ‘‘Criei a entidade em 1998, mas nunca recebi nada. Nunca ouvi falar dessa fundação (Aproniano)’’, afirmou o empreiteiro de obras na semana passada.
O presidente da Associação Ana Nunes do Rego é o vereador José Augusto do Rego (PFL), sobrinho do deputado Getúlio Rego. No quintal da casa do vereador funciona apenas uma rádio comunitária mantida pela associação. José Augusto disse que os remédios entregues à associação foram distribuídos pelo tio. E informou que o convênio feito com a sua entidade foi falsificado e multiplicado por três. Foram feitas cópias xerox da sua assinatura.
Os medicamentos entregues diretamente à prefeitura chegaram em junho do ano passado. O diretor do posto de saúde, Temístocles Lucena, lembra ter recebido poucos medicamentos: ‘‘Recebemos mangueirinha de soro, gaze, algodão. Recebi só medicamentos, nada de documentos. Não ficou registro de nada. Era tão insignificante. Foi seu Euclides quem conseguiu’’.
O prefeito enviou carta ao Correio ontem negando ter participado de qualquer tipo de fraude: ‘‘Não estamos envolvidos nessa fraude, pelo menos, não de forma consciente e voluntária. Tudo que recebemos foi gratuitamente. Não participamos de nenhuma licitação’’. Acrescentou que os medicamentos foram oferecidos por um assessor do senador Fernando Bezerra (PTB-RN), no escritório do senador em Natal. Classificou tudo como ‘‘um infeliz encontro e uma infeliz idéia’’. (LV)
Para Henrique, senador foi “leviano”
O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) classificou como ‘‘levianas’’ as declarações do senador Fernando Bezerra (PTB), que o acusou de estar por trás da reportagem publicada na última segunda-feira (15/01) no Correio Braziliense, que inclui o senador entre os parlamentares que apresentaram emendas para a Fundação Aproniano Sá, responsável por fraudes em mais de 60 municípios do estado.
Para Bezerra, Henrique Alves teria encomendado a matéria com o objetivo de ‘‘queimá-lo’’, já que vinha sendo cogitado para ocupar a presidência da Infraero. Em nota à imprensa, o deputado negou interesse na empresa pública e repudiou veementemente as declarações do senador.
Para Henrique Alves, a reportagem publicada nesta terça-feira (16/01) no Diário de Natal - que traz as declarações de Bezerra - comprova a impossibilidade de se encomendar denúncias desse nível ‘‘a orgãos da respeitabilidade do Correio Braziliense ou do Diário de Natal’’. ‘‘Os diretores e profissionais destes veículos não merecem esse agravo’’, acrescentou o deputado peemedebista.
Sobre as afirmações de Bezerra acusando Henrique de ter agido nos bastidores para garantir para si ou um indicado seu a presidência da Infraero, o deputado disse que a gestão do órgão não tem relação com a política que faz, e que seu interesse na empresa é legítimo e o mesmo do povo do Rio Grande do Norte: a consolidação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o que chamou de última grande oportunidade econômica e social do estado.
‘‘E nessa luta estamos todos - o governo do estado, a Fiern, a prefeitura de São Gonçalo, os partidos, as bancadas estadual e federal. O que se desviar desse caminho, certamente, por justiça e condenação pública, se perderá nos valores menores dos ressentimentos e das frustrações. E isso não diz respeito ao Rio Grande do Norte’’, rebateu.
Na nota, Henrique Alves ressaltou que a Infraero não pode ser dirigida por nenhuma parlamentar, por impedimento explícito da Constituição Federal. De acordo com a legislação, se algum deputado ou senador for indicado para o cargo, fica forçado a renunciar ao mandato.
O peemedebista acrescentou que a atividade da Infraero, que consiste em construir e administrar aeroportos, não tem relações com a sua. ‘‘E eu não sou empresário da área. Não tem relação com a política que faço, com o homem público que sou’’.
Fonte: Diário de Natal
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