O presidente Luiz Inácio Lula da Silva provou mais uma vez que tem uma habilidade ímpar em abafar crises. Agora ele conseguiu, aparentemente, enterrar a polêmica sobre a revisão da Lei de Anistia para que torturadores do regime militar pudessem ser punidos. Ontem, ele se encontrou com líderes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e com chefes das Forças Armadas. Aos primeiros, disse que o Brasil precisa “transformar nossos mortos (da ditadura) em heróis, e não em vítimas”, num sutil recado para que se deixe de ficar cobrando punições por crimes no passado. Com os militares, relata a Folha, Lula não fez nenhuma menção à questão, e a chefia das três Armas deu por encerrado o assunto.
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